
Rádio Grilo
Na Rádio Grilo, somos todos apaixonados pelo mundo outdoor. Aqui trazemos histórias autênticas de atletas, viajantes, fotógrafos e filmmakers que compartilham diferentes perspectivas sobre essa paixão. Apresentado por João Agapito.
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10. Bruno Rist (Rolê Família): Volta ao Mundo em Família, Criação de Conteúdo e o Impacto Social
O Rolê Família é um projeto de volta ao mundo em família, explorando lugares além do óbvio. Nesse episódio, conversamos com Bruno Rist, co-criador do canal junto com sua irmã (Paula), pai (Marcos) e mãe (Marta).
Com quase 200 mil inscritos e vídeos que ultrapassam um milhão de visualizações em menos de dois anos, o canal já é um sucesso. No bate-papo, Bruno contou como surgiu o Rolê Família, revelou o minucioso planejamento do projeto, o impacto positivo que têm gerado nas comunidades locais por meio do turismo e como a experiência transformou a vida de sua família. Ele também compartilhou os desafios da criação de conteúdo e a importância de manter um propósito claro.
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João Agapito intro 3 (00:00)
Fala galera, sejam muito bem vindos a Rádio Grilo, o seu podcast do mundo outdoor e no episódio de hoje eu tive a honra de conversar com o Bruno Rist co-criador do canal rolê família onde ele, sua irmã, pai e mãe compartilham viagens e lugares incríveis pelo Brasil e pelo mundo. O canal começou há pouco menos de dois anos e atualmente já está beirando 200 mil inscritos
sendo que alguns vídeos no YouTube já atingiram mais de milhão visualizações. Então nesse bate-papo ele contou pra gente sobre como surgiu o projeto Role Família, quatro anos antes de ser colocado prática, como o canal tem impactado positivamente comunidades locais, ajudando a fomentar o turismo destinos
menos conhecidos e transformando a vida de pessoas pelo caminho. E além disso, Bruno também abre o jogo sobre os desafios de trabalhar com a criação de conteúdo, a importância de manter propósito claro e como o projeto transformou não apenas a vida dele, mas também de sua família uma conversa muito da hora e inspiradora.
Eu gostei muito e espero que vocês gostem também. Bora lá?
João Agapito (01:44)
vou sair de Floripa mesmo.
Bruno Rist- Rolê Família (01:46)
Cara, na verdade eu nasci Santa Maria, Rio Grande do Sul. Só que eu nunca morei lá, só fui pra nascer mesmo. Minha tia é médica, daí basicamente quem tirou eu de dentro da minha mãe foi minha tia. Então eu nasci lá, Santa Maria, nunca morei lá, só fiquei ali depois do pós-natal, E daí eu morei até a minha adolescência Bituba. Não sei se
João Agapito (02:09)
Opa, praia do Rose, incrível
Bruno Rist- Rolê Família (02:11)
Praia
João Agapito (02:11)
né?
Bruno Rist- Rolê Família (02:12)
do Rosa, mas eu não morava na Praia do Rosa si, mas ia E daí eu cresci Bituba, relativamente pequena assim. E daí quando eu fiz 17 anos, eu vim pra Floripa pra estudar, fazer cursinho, depois fazer faculdade, E daí eu falo pra quando perguntam de onde eu sou, eu que sou de Floripa porque eu acho que a cidade que me formou como pessoa e o que eu sou hoje, que eu penso, foi Florianópolis.
E também é cidade que se eu fosse parar, ficar na estrada, parar de rodar o mundo, rodar o Brasil, eu ia ficar Floripa, provavelmente. Então eu falo que sou de
João Agapito (02:47)
tive a oportunidade de morar Floripa há uns 3, 4 meses. E sinceramente, das capitais do Brasil que eu conheço, Floripa é minha preferida. Porque você tem acesso à natureza, tipo cachoeira, praia, é uma ilha muito grande. Cara, eu sou muito fã de Floripa.
Bruno Rist- Rolê Família (03:03)
Eu gosto muito cara, gente já rodou 19 capitais, a gente só não conheceu dos estados que gente foi, de Mato Grosso do Sul do Piauí, a não foi pra Terezina relação a estrutura, igual a Céssio e a natureza, a Floripa tem muita trilha cara, muita trilha, até a soltou vídeo uns...
umas duas semanas de uma trilha de Floripa, que da Lagoinha, não sei se chegou a que, pô, tu esquece que tu tá numa cidade com 500, quase 500, sei lá, 500 mil habitantes, sabe? Tu tá isolado sem barulho de carro, sem nada, então é uma vibe muito boa. E outra coisa que eu gosto muito de Floripa é que tu relação a opções, do que tu quer viver, também tem muita coisa. Então praia, praia, tem praia desde praia com onda...
Até praia pra família com água praia que você tem que fazer trilha, tem praia que você tem que fazer acesso. Culinária, Floripa tem muito restaurante bom de tudo que é coisa. Mexicano, japonês, oriental, daqui mesmo, Tradicional. é uma cidade que tem muita opção boa assim. Então, eu gosto muito daqui. Questão da segurança também é uma coisa que eu gosto muito. Outra coisa que eu gosto muito de Floripa, cara,
é questão do esporte, eu que Floripa é uma cidade viva, Tu vai na beira mar, final de tarde, tá uma galera correndo, andando de bike, na praia também, a galera jogando altinha, correndo, surfando, eu gosto muito disso eu lá, eu gosto muito daqui. E não é tão bagunçada, o trânsito às vezes é meio ruim,
João Agapito (04:35)
Acho que esse é o único grande problema de Floripa, né? O trânsito.
Bruno Rist- Rolê Família (04:38)
É, pra mim é. De resto eu gosto muito daqui, muito, muito mesmo.
João Agapito (04:42)
E eu lembro do contato, cara, eu lembro contato com a natureza também, eu morava ali centralizado, saía tipo pra correr final de tarde, passava num uns córregos assim, tinha capivara, tinha
Bruno Rist- Rolê Família (04:50)
muito, muito. Esses dias a gente tava indo pra uma festa ali no Campache e daí a gente teve que parar o carro na beira da rua que tinha uma família de capivara cara, Eu gosto muito daqui, assim. Eu acho que é local que eu tenho vontade de voltar a morar por mais tempo. Se eu for dia ter uma família, ter filho e coisa, eu construir aqui Florianópolis.
João Agapito (05:12)
Então, a propósito, a gente acabou se conhecendo porque temos esse amigo comum que vocês estudaram junto na faculdade. Eu queria te perguntar, você se formou, mas você chegou a trabalhar no mercado privado? Como é que foi?
Bruno Rist- Rolê Família (05:27)
me formei, daí eu abri uma empresa, eu tinha feito estágio tempo antes, daí eu tinha juntado uma grana, daí eu abri uma quadra de futebol Floripa, lá Jurene, com amigo meu que também tinha sido da Atlética, e daí a fez uma sociedade e sempre tido vontade de empreender, eu sabia que eu não ia pra São Paulo, tá ligado, trabalhar no mercado,
E daí a ficou ano com essa quadra de futebol e eu já tinha ideia do rolê família. Porque o rolê família na real ele nasceu, a semente do rolê família que nem tinha esse nome ainda, foi 2018. Então ainda estava na facu, enfim, estava intercâmbio na verdade quando aconteceu Fiz Porto, Portugal.
João Agapito (06:05)
Tava no intercambiante.
Bruno Rist- Rolê Família (06:07)
rolei família nasceu pouquinho depois, segundo semestre Então eu ainda estava na facul. Então quando eu fiz esse empreendimento com meu amigo, essa quadra de futebol, eu já sabia que seria uma coisa passageira para eu dar o start e depois ficar como sócio, investidor, alguma coisa assim. Mas aí no fim não deu muito certo o negócio, a gente acabou eu ia sair, o meu amigo falou, cara, não vou conseguir tocar sozinha.
Vai ficar muito puxado, daí gente acabou vendendo e logo 2022, começou o Roller Família, fato, o lançamento do projeto. o sonho do Roller Família nasceu 2018 com uma de família. Eu e minha mãe conversando, gente estava trocando ideia sobre...
João Agapito (06:46)
Tinha que ser uma conversa de família, né?
Bruno Rist- Rolê Família (06:52)
Naquela época era muito tópico isso, a pessoa ganhar dinheiro viajando. Hoje você já vê muita gente que não só criando conteúdo, forma geral, trabalhando home office, designer, editor de vídeo, trabalhando com copy, E naquela galera não sabia dessas possibilidades e a gente também não sabia. E daí a gente começou a conversar, naquela época tinha, sei lá, o Anderson 196 Sonhos, tinha o...
o Loco por viagens, o Trav en Share, o Victor e Liberato. Daí a começou a cara, essa galera aí tá viajando pra caramba, tá ganhando dinheiro, tá produto físico, tá lançando livro, tá monetizando a parada. Vamos estudar pra ver como é que funciona isso lá. Daí gente ficou quatro anos estudando, montando o projeto. Eu sou formado administração, então eu já tinha pouco da base de business.
E a minha irmã é formada design, então ela tem também noção de audiovisual, muita noção de audiovisual.
João Agapito (07:45)
Isso explica muita coisa,
Bruno Rist- Rolê Família (07:46)
E facilita muito, né? E daí a gente começou a anotar, a entender que a gente conseguiria montar projeto que depois teve o nome de Roller Família, no começo não tinha nenhum nome. projeto que a gente pudesse monetizar sonho de viajar junto por tempo. gente estava sentindo que eu e minha irmã, estava para se formar, lá Ia faltar ano e meio de faculdade para cada Meus pais, eles estavam para se
Então, eles já estão com 60, então 60 até 70 é uma época que tu ainda tem saúde para fazer algumas coisas. Depois começa a ficar pouco mais complicado. Eu e minha irmã nenhuma tinha filho, filha não era casado, nada, não tinha emprego por muito tempo que fosse difícil de Então a gente começou a juntar a grana de 2018 até estudar bastante. eu sempre falo que diferente de muitos, o rolê família já nasceu negócio, ele não foi hobby que...
Não foi hobby que depois virou trabalho. Eu sempre falo, igual a qualquer empresa, sempre quando você vai abrir uma empresa, você tem que colocar dinheiro de start inicial. E a gente fez isso, a gente investiu no nosso estudo e investiu na criação de conteúdo. Então no começo, a gente fazia as viagens tudo por conta, sem nenhum apoio, pagando tudo, enfim. E daí, com tempo, nos últimos anos, as coisas começaram a virar.
E o resumo é mais ou menos esse, da história do rolé-família de como nasceu.
João Agapito (09:09)
Porra cara, que massa! E você contar que teve quatro anos de planejamento para você começar, é planejamento bastante rigoroso. E dá para perceber, que o seu canal, pelo menos se você assiste do vídeo zero, é nível de edição muito profissional. Você vê que, de fato, enfim, é diferente.
Bruno Rist- Rolê Família (09:29)
A gente já batia foto, eu meu irmão já batia foto, então gente já quis começar com, por exemplo, equipamentos bons. Eu falo assim, primeira coisa se a pessoa quer aprender a bater foto, bate com celular, aprende sobre composição, aprende sobre luz, sobre cor. Mas a gente já tinha muito dessa bagagem, então a gente quis já começar num nível que a gente tivesse equipamento pouco melhor, uma lente pouco melhor, que gente tivesse drone para fazer imagem aérea.
Então, exigir o tempo de organização financeira e também exigir o tempo também para o que a gente gostaria de trazer com o rolê família. Então, tem algumas coisas que a gente tem como crença, digamos assim, que desde o primeiro vídeo a gente tem muito Por exemplo, uma delas, nosso primeiro vídeo de Floripa, inclusive. Uma das nossas maiores crenças, assim, como canal é que
e o mundo eles vão muito além do óbvio e até os destinos que são muito óbvios como Floripa, como Rio, como lençóis maranhenses eles têm coisas pra te fazer que não são tão óbvias assim, sabe? Então, desde o começo a gente já veio muito forte com essa proposta, algumas coisas assim que a gente tinha estudado, que gente tinha pensado, ser canal pouco diferente de puxando até uma outra coisa
Esses dias eu estava conversando com os amigos nossos criadores de conteúdo que eles começaram mais ou menos na mesma época que a o negócio deles ainda não está virando. Eles ainda estão crescendo, mas no ritmo muito lento. E daí eles perguntaram, cara, vocês acham que a gente começa a ir atrás de publicidade, de parceria para monetizar, patrocínio, essas coisas? Eu falei, cara, foca criar o teu conteúdo, melhorar o teu conteúdo e achar o teu lugar único no mercado.
Então, o que você vai fazer é disputar com poucas pessoas ou com ninguém. Acho que isso o que a gente talvez mais estudou e mais está aprimorando. A gente faz vídeos de muitos lugares que não tinha vídeo aqui no Brasil. vídeo de Quixada no Ceará. Quase não tinha vídeo de lá. vídeo com uma qualidade pouco melhor, com storytelling, com uma preparação. Isso é só exemplo. E também não tinha vídeos...
Uma coisa que a gente começou a trazer muito, é a questão dos documentários. Então a gente fez documentário já de uns sete destinos do Brasil e são vídeos que são muito complexos de fazer. Tem animação, tem roteiro, São vídeos de mais de uma tudo é feito por duas pessoas. Tudo é feito basicamente por mim e pela minha irmã e está disponível de graça no YouTube.
Então, vezes, conteúdo desse com a qualidade que gente faz, e eu falo com orgulho que a gente faz isso com qualidade, sabe? Porque a gente rala muito pra gente chegar no resultado que gente chega. Tem muita gente que... Às vezes, no Netflix, não tem profunda sobre destino como a Serra da Capivara, no o Monte Roraima, que a gente fez também, Chapada Diamantina. Então, a gente quis trazer essa valorização pro nosso país de uma forma mais profunda.
Contando pouco mais a história, entrevistando as pessoas com qualidade audiovisual para as pessoas verem que também é muito bonito, além das histórias serem está dando certo.
João Agapito (12:32)
Que é isso cara, que incrível. E assim, eu quero também, eu vou entrar também pouco, fazer umas perguntas aqui sobre os aspectos técnicos da edição, porque eu sou muito curioso, porque como você disse cara, é qualidade Netflix, assim, é incrível. Mas então antes disso, falando então sobre quando vocês já estavam ali planejando o rolê Família, desde o começo já era plano de dar uma volta ao mundo.
Bruno Rist- Rolê Família (12:51)
Sim, desde o começo. A primeira ideia fazer rolê de Daí, como eu falei, é negócio. Então quando a gente começa a calcular os preços a gente vê que é investimento muito alto para tu apostar uma coisa. Hoje dia é motorhome confortável para quatro pessoas, quatro adultos, não é nem com criança, ia ficar muito alto.
Então ia ficar coisa de quase milhão de reais ou até passar disso. Então... Muito caro, velho. motorhome bom, uma marca boa no Brasil. Então a falou, cara, não faz sentido. Não faz sentido a gente investir nisso. E eu falo ainda bem que a gente viu outras possibilidades. Porque daí a gente investiu num carro 4x4 que vai pra tudo que é Vai pra umas estradas assim que... Meu Deus, cara, a foi pro interior ali do
João Agapito (13:18)
Que loucura!
Sim.
vocês fizeram esse planejamento de dar a volta ao pouco mais esses lugares não tão óbvios, vocês elencaram 1052 objetivos, certo? E conta mais pra gente sobre como foi o processo de escolha desses objetivos, desses lugares.
Bruno Rist- Rolê Família (13:51)
Please,
Show. Cara, até falando sobre isso, isso foi uma coisa que a gente teve no começo a gente até já tá repensando se a gente continua com essa parada dos objetivos porque tem muita coisa que a gente viveu nos últimos três anos aqui de Roller Família que nos fez repensar muitas Então, por exemplo, dos objetivos que a gente tinha era, sei lá, gravar vídeo gravar vídeo Lisboa, não é mais uma vontade nossa, Porque eu já sinto tem
muito vídeo já sobre esses locais, tem muito documentário já sobre esses locais, é local que não precisa de alguém divulgando, Então eu sinto que o nosso propósito como criador de conteúdo de viagem, de faria tanto sentido quanto, por exemplo, mostrar esses destinos que eu falei antes para vocês, Serra da Capivara, Tixadá, que são coisas você trazer turismo para lá vai valorizar muito o local, vai fazer...
que pessoas mudem a realidade delas de vida, tá Que é uma coisa que a gente prioriza muito, De usar a nossa criação de conteúdo por lado positivo. Eu até tava vendo uns vídeos desses dias lá Bali, na Tailândia, cara, já tá Tanta gente, tanta O turismo não tá dando conta, A estrutura não tá dando conta e acaba tendo problema também com...
conservação da natureza, muito preços às vezes para os moradores estão patamar muito Então, tinha vários desses objetivos que hoje a gente já está repensando se gente mantém eles. Porque a gente já mudou muito a nossa cabeça relação ao nosso papel como criador de conteúdo. Então, talvez tenha muitas coisas que a gente queira fazer como turista mesmo e não como criador de conteúdo. Não sei se vocês conseguem entender mais ou menos o que eu estou falando.
João Agapito (15:32)
Entendi totalmente cara, eu acho uma escolha fantástica porque você já tem noção da escala que vocês têm, porque vocês já são canal muito grande e eu nem tinha passado pela minha cabeça esse papel de transformação social que vocês têm, no sentido de, você estava falando, bom, vocês vão lá no interior do Piauí, vão no interior do Ceará, lugares inacessíveis, que não tem mídia, vocês fazem projeto, mostram o quão bonito é, disponibilizam isso numa plataforma de graça que é o YouTube
Cara, estão, nem diretamente, vocês estão diretamente fomentando a economia local. Isso é muito incrível, cara. Parabéns.
Bruno Rist- Rolê Família (16:07)
Tem vários exemplos legais, teve que até nos emocionou pouco, a gente foi gravar Pancas, no Espírito Pancas é porta de entrada para conhecer os Pontões Capixabas, são os lugares mais muitos do Brasil que ninguém Já deve ter ido para O Rio tem o Pão de Açúcar ali, tem a Pedra da Gávea, que são monólitos. Lá Pancas tem como se fossem uns 200 desses na cidade.
João Agapito (16:22)
Sim.
Bruno Rist- Rolê Família (16:32)
uns 200 pão de açúcar aqui na cidade, é muito louco a E daí é uma cidade muito simples, muito pequenininha, e a gente ficou numa hospedagem rural, chácarazinha bem pequenininha, muito simples, quem nos atendia era uma senhorinha, bem fofinha assim. E daí eles mandaram mensagem pra seis meses depois que a gente tinha ficado lá, e ela falou, cara,
Vem tanta gente através de vocês que gente conseguiu dinheiro pra investir no nosso negócio. Antes eles só tinham uma casa velha que eles faziam como camping. Eles montaram umas cabaninhas, umas cabaninhas mesmo, bem bonitas, com madeira, bem artesanal. E ela falou, a gente tava conseguindo fazer muita coisa que a gente não conseguiria por causa de vocês. Outro caso bem legal que aconteceu também recentemente, lá no Monte
A gente fez vídeo de Montchorame e esse vídeo bombou muito, tem mais de milhão de visualizações. E dos guias que estavam com a gente, ele era mais novo, ele falou que dos sonhos dele da vida era ir para o Rio de Janeiro. Porque ele gosta muito de samba, música brasileira como todo. E agora janeiro ele realizou o sonho dele. E até mandou uma mensagem que foi muito porque quanto mais turista indo, eles ganham pelo trabalho deles, mais grupos têm.
E ele falou, cara, vem muita gente através de vocês, obrigado, estou aqui realizando sonho, Então muito doido ver o impacto que o nosso trabalho traz. Total, mano, total. E daí por exemplo, vou dar exemplo dessas coisas que a gente tinha como objetivo, e vamos A gente fez uma escala agora Portugal, com o trabalho que gente estava lá no Marrocos.
João Agapito (17:51)
Pô, e deve ser muito gratificante, né?
Bruno Rist- Rolê Família (18:05)
e daí a ia ficar quatro dias parados. E daí a falou, cara, vamos aproveitar pra gravar alguma coisa e tal. Daí tinha duas opções, ou gravava Lisboa, que era onde a gente estava, ou ia pra outro pico gravar algum outro pico. Só que Lisboa já tem cara muito turista, já tem uma estrutura, já é muito conhecido, sabe? E daí a gente foi pra uma região chamada Aldeias do Xisto, que é uma região do centro de Portugal. local que há uns...
Ali pela década de 70, 80, ela virou basicamente vários vilarejos de fantasmas porque a galera saía dessas aldeias para ir para grandes centros para conseguir salário, enfim, para ter uma qualidade de vida melhor. E os locais ficaram abandonados, basicamente. E são locais muito bonitos, com uma história muito legal, uma história medieval. E daí,
No começo do século XXI, teve projeto de Portugal para incentivar o turismo para evitar que aquele patrimônio artístico cultural se perdesse ao longo do tempo. E daí a gente falou, cara, vamos para esse pico. Não vamos gravar no Lisboa, que já tem muito conteúdo. Vamos para essas aldeias do Xisto e vamos gravar conteúdo lá que eu tenho certeza que vai ajudar muito mais as pessoas daquela região a desenvolver o turismo, que o que está evitando.
com que a história daquele local se
João Agapito (19:24)
assim, eu acho que por mais que vocês tenham feito todo esse processo meticuloso aí de planejamento etc. não tem como assim, você embarca numa... ainda mais vocês, num projeto que é relacionado a viagens, as perspectivas, os objetivos, eles vão mudando ao longo do caminho, não tem como. E aí então, você estava falando que desses 1052 objetivos, vocês já mudaram alguns, mas ainda tem os três assim, sei lá, dois, três que...
vocês ou pelo menos você, tá mais ansioso?
Bruno Rist- Rolê Família (19:53)
Pô cara, eu vou falar mais recente aqui tá? Esse ano a gente já tá com o roteiro basicamente fechado até 2026, assim, esse ano eu tô muito ansioso pro Pantanal, tipo muito, muito mesmo.
Uma coisa que a começou a gostar muito... A gente não era tinha muito interesse, mas era bater foto de animal, Filmar animal, não era uma coisa que a gente tinha Sei lá, a gostava mais de praia, montanha, essas coisas. E daí a gente teve algumas experiências que...
que a gente viu muito animal, a começou a pegar gosto assim pra ela parada, sabe? E daí a gente vai fazer esse ano rolê no Pantanal, a gente tá negociando pra ir pra uma região chamada Serra do é cara, só chega de barco, muito isolado assim, sabe? E tem pouquíssimo conteúdo na internet e tem muito bicho, então...
Cara, esse ano a gente volta também pra Chapada Diamantina, eu acho que é dos nossos top 3 destinos favoritos do Brasil.
a gente quer voltar pra Chapada, cara, porque por mais que a gente tenha feito 20 dias de roteiro lá, Chapada é muito grande, então tem muita coisa pra fazer, e daí a gente quer fazer as partes que a gente não conheceu. Tem uma das maiores bocas de cavernas do Brasil lá, na região norte da Chapada. Tem vinícula na Chapada Diamantina, que é uma coisa que a galera não espera.
João Agapito (21:08)
nem sabia disso.
Bruno Rist- Rolê Família (21:09)
E daí respondendo a sua pergunta de trabalho depois que a gente faz a produção, tem a parte mais difícil, que é tu elaborar o Então geralmente eu faço toda a parte de roteirização, de pesquisa, pra complementar alguma coisa e tal.
faço a narração também dos vídeos e a minha irmã faz a parte de
a gente conversa muito nesse processo, dependendo do vídeo Chapado de Amantina foi o primeiro documentário que a gente fez no canal Esse daí a demorou Cara acho que uns 20
João Agapito (21:39)
isso, 20 dias de trabalho full time e você e a sua irmã.
Bruno Rist- Rolê Família (21:41)
20
dias mais ou menos entre a parte de roteirização, de narração e edição. E depois tem toda a é vídeo mais longo, mais importante, a gente revisa pelo menos umas 4 E ainda fica com erro, a revisa bastante.
João Agapito (21:59)
Cara, que doidera isso. outra coisa que eu queria te perguntar é o seguinte. Bom, se você pega ali os vídeos mais antigos do canal no o mais antigo é de dois anos dizer que mais ou menos dois, ou que seja três anos, vocês já alcançaram quase 200 mil inscritos. E assim, tem alguns vídeos que já passaram mais de milhão de views. Vocês esperavam, assim, ter esse crescimento relativamente rápido?
Bruno Rist- Rolê Família (22:23)
gente apostava muito no nosso projeto. A gente estudou muito, se preparou muito. mas a gente não esperava que fosse tão rápido. Eu conheço muita gente que pra chegar 100 mil demorou 4, 5 anos.
e a gente chegou dois anos e mês, mais ou menos, 100 mil. E agora está quase 200 já, menos de ano. a gente acreditava muito no nosso projeto que ia dar certo, que ia virar, mas a gente não esperava que fosse com tanta antecedência que foi, que gerasse tantas oportunidades que gente está tendo. É umas coisas assim que a gente...
João Agapito (22:42)
Isso.
Bruno Rist- Rolê Família (22:59)
Nem nos melhores sonhos, sabe? A gente imaginava. Pô, agora a gente tava no Marrocos, a gente foi a convite. E há três anos atrás isso era inimaginável pra gente. E é muito gratificante ver, igual falei, ver como tá girando isso nunca ter entrado polêmica, sem nunca ter falado mal de algum lugar, sempre tentando trazer uma visão positiva pros picos que a gente vai, ajudando as pessoas a ter experiência de viagem melhor também.
a gente fica muito feliz assim.
João Agapito (23:26)
Porra cara, massa demais. E aí você estava falando então, como vocês fazem a divisão do mas explica pra gente como Porque eu tenho que ressaltar mais uma vez, vídeos de qualidade impecável, edição, o próprio design, toda marca, todo business. Mas conta pra gente como vocês aprenderam a fazer tudo isso.
Bruno Rist- Rolê Família (23:44)
Pô, tá treinando muito, Até ali o vídeo de Floripa que eu falei pra ti antes, é dos vídeos que tá com mais de E hoje a gente olha e gente fala, porra, a faria isso muito melhor. Sabe? Então, acho que mesmo gente estudando bastante ali pra lançar o projeto, o que sempre fez a numa qualidade que a tem hoje, que eu ainda acho que tem muita coisa pra melhorar, mas foi a gente...
olhar cada vídeo e tentar analisar criticamente o que a gente poderia Eu e a minha irmã a gente é bem chato relação a...
Então toda vez que gente faz vídeo, gente depois olha ele mais umas duas vezes depois que está pronto. Eu sempre falo para a galera que faz que você tem que tratar criação de conteúdo como qualquer outro trabalho.
João Agapito (24:22)
Sim.
Bruno Rist- Rolê Família (24:28)
você tenha na vida. E todo negócio que você tem, tem que tentar se aprimorar com tempo. Antes de lançar, a gente tinha feito alguns cursos. A minha irmã, como é formada design, ela já tinha facilidade e também estudou. Fez curso de edição de vídeo, fez curso de Adobe Premiere, fez curso de After Effects.
Eu estudei muito sobre storytelling, era uma coisa que me interessava bastante, então eu tentei entender como que eu faço pra abrir vídeo com uma introdução legal, como que eu faço pra encaixar uma história, uma narrativa pra ela fazer sentido, pra ela ter altos e baixos, e isso é aprimorando ao longo do tempo, O ano passado a começou a entrevistar muitas pessoas,
E daí o que a gente começou a fazer, a começou a muito vídeo, por exemplo, do Matheus Boasortes, Então a começou a muito vídeo dele pra pegar referência de como que ele introduz a conversa, de como que ele trata as pessoas ali,
Hoje, mesmo a gente tendo uma qualidade que eu considero muito boa, eu sei que gente tem muita coisa que gente tem que
João Agapito (25:25)
aí cara, outra curiosidade que eu tenho na verdade é sobre o aspecto financeiro. Então como é que vocês financiam o projeto?
Bruno Rist- Rolê Família (25:32)
Hoje a gente consegue se bancar completamente com o que gente Duas coisas. coisa, meus pais já tinham investimento deles. Meu pai e minha mãe trabalharam 30 anos, então eles já têm a aposentadoria, eles têm os investimentos sozinhos, então tem a parte deles que eles se bancam. E eu e minha irmã com o que a gente ganha da nossa criação de conteúdo. A gente tem algumas formas de renda diferentes. Uma delas direta é o próprio YouTube, o YouTube paga por visualização.
Então isso a gente tem já faz bastante tempo. A gente tem produtos digitais, então hoje a gente tem acho que uns cinco ebooks que a gente vende de forma bem passiva nos vídeos. Então por exemplo, a tem ebook sobre lençóis maranhenses. Então pessoa vai ver o vídeo dos lençóis maranhenses, no meio do vídeo a gente faz uma publicidade ali do ebook e assim vai vendendo passivamente. A gente tem também comissão de parceiros, então por exemplo, se a pessoa fecha hoje com
A nossa agência, que a indicou do Monte Roraima, gente ganha uma comissão a gente tem vários parceiros espalhados pelo Brasil. Tem as publicidades. Hoje eu posso falar que o ano passado a gente começou a fazer mais publicidade, e se o querendo ou não, é uma segurança muito boa para o criador de conteúdo, porque daí o vídeo, às vezes, para você ganhar com vídeo não depende exclusivamente do YouTube, você vai ter outra fonte ali já de cara. Então...
Hoje a gente tem duas marcas que estão mais fixas com a gente, que a Insider e a Koda. tem vários vídeos que já entram dentro do que a gente tem que entregar para eles de publicidade. E daí outras coisas que vão surgindo, assim, ao longo do caminho. A gente faz muito trabalho, às vezes, encomendado. Então, por exemplo, o ano passado a gente foi convidado para ir para o Terro do pago e mais o cachê. Então,
fazer trabalho lá no Sairé, que é festival que tem lá. E daí, outra coisa que é muito importante que as pessoas não se liguem, é a gente também gasta, às vezes muito menos do que as pessoas acham que gente eu falei, a gente foi para Alter do Chão e ficou uma semana com tudo pago. Aquela semana a gente não gastou nada. Quatro pessoas. do Jalapão, Serra Gerais, que a gente fez no Tocantins também.
A empresa era nossa parceira, ela bancou para a gente ir com tudo. Então são ali nove dias que a gente não teve gasto com hospedagem, teve gasto com gasolina, com nada, basicamente. Só com suco de cupuaçu.
João Agapito (27:43)
Pô, e não pode deixar de ter, né? Tá louco? Tá lá no Pará, no Tomar Suco de Cupua-Supo?
Bruno Rist- Rolê Família (27:48)
Então, vezes a gente gasta... Nosso gasto, às vezes, menos do que... Eu, sinceramente, eu gasto mais Floripa do que quando eu na estrada.
João Agapito (27:57)
E cara, é muito interessante você explicando as diferentes formas de renda que vocês têm. É modelo de negócios muito complexo. Tem várias fontes. De fato, assim... Não sei, é porque você citou, por exemplo, os ebooks. Eu assisti alguns vídeos de vocês. Eu acho que o anúncio é tão sutil, cara, nem passou pela minha mente que tinha isso lá. É bem imperceptível.
Bruno Rist- Rolê Família (28:21)
A
gente não... Até o Richard fala isso. Ele falou uma frase que eu entrei na vida de criador de conteúdo e não é para ser Então a gente não quer fazer uma parada que fique como uma forma de venda, sabe? Até algumas empresas que entram contato com a gente e só querem que a gente...
ganha se a gente vender, para a fazer mais publicidade, é por volume, elas não pagam valor fixo ali. Eu já falo, cara, eu não vou aceitar isso porque o nosso papel aqui é criar confiança para a marca. A gente não é vendedor, a gente é meio. A gente não é vendedor final ali, a vai ser meio campo que vai fortalecer o nome da tua marca, enfim. gente veio para esse meio de criação de conteúdo.
para criar conteúdo, não para ficar vendendo coisas e ter que ganhar com isso é uma coisa que a gente tem muito claro. Tudo que gente coloca de publicidade, desses ebooks, a tenta fazer de uma forma tranquila. Se você quer saber mais, tem ebook com mais dicas.
João Agapito (29:20)
É, cara, é diferente quando você tem negócio com propósito, que é o caso de vocês. E eu imagino que viagem, sua paixão, tem aquela frase do tipo, trabalhe com o que você ama e não terá que trabalhar nenhum dia. Também funciona para quem trabalha com viagem?
Bruno Rist- Rolê Família (29:36)
Não, pô, Eu sou bem claro, assim, é muito diferente, trabalhar com criação de conteúdo de viagem, viajar, são coisas totalmente diferentes. Mas eu amo muito o que eu faço, tá? Eu deixo isso muito claro, assim, é bem mais difícil do que as pessoas acham, mas eu gosto muito, muito mesmo do que eu faço, sou muito feliz com as possibilidades e oportunidades que gente vem
foi recentemente para Lisboa, que eu te falei que a foi fazer uma conexão e teve uns dois dias que eu na ida, antes de ir para o Marrocos, gente ficou turistando sem câmera, nada, sem a obrigação de E foi muito diferente, foi muito, muito diferente mesmo. O tempo que você pode ficar nos locais, a tranquilidade.
de você estar viajando sem estresse, sem ter que ficar pensando o que tem que eu vou fazer, que fala que eu vou Enfim, é totalmente diferente.
João Agapito (30:26)
Massa, cara. aí, Então vocês têm esse projeto que é dar volta ao mundo sem uma data de volta. Mas como quer lidar com essa liberdade e ao mesmo tempo a responsabilidade de Porque, enfim, acho que é pouco contrastante.
Bruno Rist- Rolê Família (30:43)
A gente é muito organizado. Eu e minha irmã, nós somos muito organizados. eu falei, praticamente dois próximos anos fechados, que a gente vai fazer. Esse ano tá 90 % tudo E a gente entende que a gente não está viajando. Por mais que gente fale que é uma viagem de volta ao mundo, a gente mora na estrada.
Então, como a gente mora na estrada, a tem responsabilidades profissionais, pessoais e tudo mais. Então, a sempre tenta se organizar para a manter uma rotina, mesmo não tendo rotina, digamos assim. Então, não só relação ao trabalho, mas até relação a, por exemplo, saúde. Hoje eu faço muito mais exercício morando na estrada do que eu fazia quando eu estava morando aqui a gente criou uma...
igual eu falei, como a gente mora na estrada, da nossa não rotina, gente tem que ter uma tudo, cara. Pra dormir cedo, Então tem todo cronograma, mais ou menos, que a gente tem que fazer.
João Agapito (31:37)
Você passa quanto tempo Floripa assim com essa distribuição?
Bruno Rist- Rolê Família (31:39)
Geralmente
eu passo o final do ano uns dois meses E daí nos outros meses a Dela vem me ver.
João Agapito (31:46)
Que isso, cara? É de fato... Porque, assim, a minha impressão é que você ficava mais tempo Floripa. Então, de fato, vocês vivem na estrada mesmo.
Bruno Rist- Rolê Família (31:51)
Não, a
gente mora na estrada, a gente viaja com o nosso eu falei, 4x4,
Então, esse ano eu já sei, por exemplo, que a gente vai começar por Minas Gerais, depois a gente vai até o Mato Grosso do Sul, depois gente sobra para o Mato Grosso, entra no Goiás, daí de Goiás vai para a Bahia. Então, eu já sei mais ou menos tudo o que eu vou fazer. como a gente já tem esse...
esse planejamento prévio, bem antecipado, a gente consegue organizar, digamos assim. Tanto relação a quantos dias a gente vai gravar nesse
também dar mais foco nessas coisas que falei, né? Saúde, de descansar pouco também, gravar muitos dias seguidos, descansa muito, muito mesmo. Agora no Marrocos, velho, foram 14 dias, foram 12 da expedição mesmo, era o pacote, e mais dois que a gente ficou por conta.
João Agapito (32:33)
Porra, imagina.
Bruno Rist- Rolê Família (32:45)
E foram 14 dias gravando, manhã, tarde, noite. Enfim, foi
João Agapito (32:50)
Inclusive, uma coisa que eu queria te perguntar, como foi a experiência de fazer a primeira produção de conteúdo fora do continente, fora do Brasil?
Bruno Rist- Rolê Família (32:59)
Claro,
foi animal, sim. Eu até falei para meus amigos que eu acho que não teria país melhor para gente começar esses documentários do que no Marrocos, porque ele é país muito rico várias coisas, então a cultura lá é muito forte. Uma parada que a gente ficou de cara, a numa cooperativa de cerâmica, Fes, na cidade de Fes, que os caras...
fazem tudo manual, até o torno que eles rodam a cerâmica é com pé, Aí cara, é muito forte essa parada de cultura manual que tem no Marrocos, não só relação a cerâmica, mas tapeçaria, os curtumes, então são técnicas de 500, 600 anos atrás que até hoje eles mantêm, sabe? Então, num mundo tão industrializado, eles mantêm essas tradições, eu achei muito, muito foda.
É país muito bonito, eu já tinha ido para o Marrocos alguma vez, quando eu fazia intercâmbio, e eu não lembrava que era país tão bonito. Então as estradas são muito bonitas.
João Agapito (33:53)
Mas é porque talvez Você deve ter ido para aqueles pontos mais principais. Agora que você já está indo com propósito, com canal, né? Para mostrar lugares fora do óbvio, com certeza você foi para lugares mais douros, imagina.
Bruno Rist- Rolê Família (34:04)
Eu fui indo pro deserto da vez que eu tinha ido, eu fiquei só três dias. Mas eu não lembrava que a estrada era tão bonita. A estrada é muito bonita. Até o próprio deserto eu achei mais bonita dessa vez do que da última. Então foi muito legal, a parte cultural do Marrocos questão de pessoas também é muito interessante porque é muito diferente da nossa cultura.
Mas ele não é país, digamos tão fechado para tu entender a cultura deles. Então eles conversam muito contigo sobre o que eles pensam, sobre o aporão, qual que história deles. O Marrocos tem uma história muito doida porque no começo ali era meio que tudo nomads, berbers. E daí eles tiveram invasões de milhão de povos. Então teve invasão de árabe, teve invasão espanhola, teve invasão francesa.
Então todos esses países, esses reinos foram deixando uma pitadinha ali na cultura do país. Então é muito interessante, foi muito legal.
João Agapito (35:08)
Sobre o Marrocos, eu nunca fui, mas tenho amigos que já foram. E uma coisa que me chamou a atenção, desses depoimentos que eu já escutei, muitos disseram sobre a comida. Inclusive, cara, tem amigo meu que pegou uma infecção alimentar lá, que falou, cara, nunca fiquei tão doente na minha vida. Então, você teve algum perrengue com comida lá?
Bruno Rist- Rolê Família (35:28)
Não
fiquei mal nenhum dia, a comida é forte, ela tem tempero bem característico, mas passei... Da primeira vez que eu fui eu tinha ficado mal no último dia de expedição, mas dessa Nada, não sei se é porque a gente escolheu bem os restaurantes,
João Agapito (35:44)
falando sobre comida, então vocês que já viajaram todos esses lugares e já devem ter provado infinitas comidas assim, teve alguma que te surpreendeu mais no sentido positivo?
Bruno Rist- Rolê Família (35:54)
Cara,
a gente tá rodando mais tempo no Brasil, Pra mim não tem comida melhor do que de Minas
João Agapito (35:59)
mas isso aí... Não, desculpa, Isso aí não precisa viajar o Brasil todo pra saber, Isso aí, pô, todo mundo já sabe.
E assim, é porque eu sei que essa é pergunta pouco óbvia, mas eu não posso deixar de perguntar, né? Qual foi o lugar que mais te tocou assim, que foi mais marcante até então?
Bruno Rist- Rolê Família (36:32)
Dos que a gente fez, teve dois. O Monte Roraima também foi outra parada que foi convite que a gente não esperava receber tão E tinha alguns lugares da minha vida que eu tinha sonho de conhecer no Brasil, Eu tinha muita vontade de ver pôr do sol no mirante do Morro do Painasso, na Chapada Diamantina.
Tinha muita vontade de para o outro era o Roraima. Daí a foi, fez o convite, foi uma expedição de sete dias. E cara, foi muito foda porque eu fui esperando uma parada do Monte Roraima e a experiência foi totalmente outra. O que eu mais gostei da expedição não foi necessariamente a paisagem. Pô, é bonito pra caramba, é absurdo, sim. Mas foi o contato com os guias indígenas.
Os caras são uma bondade assim, cara.
João Agapito (37:21)
Você fez com guias venezuelanos, brasileiros?
Bruno Rist- Rolê Família (37:23)
São
guias indígenas taurepãs, são venezuelanos, e eles são de uma bondade, de trato com a natureza, de trato com as pessoas Cara, é absurdo, é absurdo. E é muito doido, né? Porque gente aqui no Brasil, a gente ouve muito, pô, vai pra Venezuela, não sei o tipo, falando de jeito pejorativo, como se tudo lá merda, digamos assim. E daí quando tu chega lá, tu tem esse contato com as pessoas,
caras tratando tão bem, com uma simplicidade absurda. Uma cena que me marcou muito, velho. A gente estava num dia que era uma subidona, e a gente parou numa cachoeira para tomar banho, para os turistas tomarem banho. E tinha uns caras, que eles chamam de carregadores, eles estavam com 25 quilos nas costas, Levando muito peso, cara levando botijão de gás.
João Agapito (38:11)
Nossa, isso naquele calorão,
Bruno Rist- Rolê Família (38:13)
Não, até que estava frio, tipo, cara, era muito peso, velho, muito peso. E daí, cara, eu fiquei pensando, eu no meu lugar, acho que se eu estivesse levando todo esse peso, rolezinho, eu ia estar puto da vida, sabe? Tipo, caralho, porra, levando esse peso do caramba aqui,
monte de turista aqui que não dá uma mínima bola pra mim. Daí a chegou na cachoeira, tinha poço assim. Cara, todos tiraram a roupa, entraram na água e ficaram pulando, brincando. Eu parecia criança, a fez competição de natação de turista contra os guias. Todos felizes, querendo que tu curtisse ali o momento, se preocupando contigo se tu tava gostando ou não. Fizeram abacaxi cortadinho pra entregar pra galera.
Não sei nem como eles faziam aquilo, mas doido a preocupação que eles tinham, genuína de tu querer estar feliz, e eles estavam felizes de estar fazendo a gente feliz isso foi uma parada que me marcou Também nosso guia, principal era o Sergê, cara que tem muito carinho por ele. Até hoje ele manda mensagem pra gente, e a gente também manda mensagem pra ele.
E ele me falou muito sobre a questão de... Eu não fui cara muito religioso, nada assim, mas ele falou muito sobre a questão de energia. Se vocês estão com raiva ou alguma coisa aqui, deixa para trás, vamos subir no monte, só energia positiva. Vai chover, mas vamos ser felizes na chuva. Vai dar sol, vamos ser felizes no sol. De agradecer as coisas que a natureza estava entregando ali para a gente.
E isso me marcou muito, muito mesmo. E eles têm isso muito genuíno. cara, teve dia que caramba, no meio, sei às duas da manhã da madrugada, eles tiveram que acordar, fazer umas canaletas assim, pra água escorrer no acampamento. E nenhum deles reclamou, Tipo, nenhum deles ficou puto, assim. Só foram lá, acharam que ia dar tudo certo, não sei o Foram lá, fizeram o que tinha que fazer. E foram dormir. Deu pontos.
Eu fiquei pensando na nossa cultura, a gente reclama muito das paradas mesmo que a gente tem às vezes tudo. E eles às vezes têm tão pouco ali, por querendo ou não, o país deles está numa situação política bem complicada. E eles são felizes, são pessoas que são felizes e querem que os outros também sejam felizes. Eu acho que isso é muito foda.
João Agapito (40:22)
Cara, que foda. Sendo muito sincero, até arrepiei você contando essa história, Eu também gosto de de viajar, gosto de natureza, mas acho que para além das paisagens, o que de fato transforma as viagens e deixam elas especiais são as pessoas, São esses contatos.
E você sai transformado, né, velho? Isso é muito massa.
que irado, véi!
Bruno Rist- Rolê Família (40:57)
Que esse foi o momento que eu falei, oportunidades que a nossa profissão nos local muito famoso lá na Chapada que é a Gruta Lapa Doce, não sei se já ouviu falar. é uma das grutas mais famosas da Chapada Diamantina. Só que essa gruta Lapa Doce tem vários circuitos tem alguns que não são abertos ao público ainda por questão de ter que passar por plano de manejo, enfim, tem que fazer todo plano, tem estudo e etc. E daí, quando a gente estava lá...
A gente conseguiu uma liberação para gravar roteiro chamado Poço do estava plano de manejo ainda, então gente conseguiu uma autorização especial do pessoal da gruta, do pessoal do semi-bio, certinho. E daí a gente foi para esse E basicamente é rolê de 8 horas dentro da no final tu chega num poço gigantesco, cara, poço muito grande, com água cristalina dentro da caverna,
esse pico me marcou muito porque foi o último dia nosso de gravação na Chapada Diamantina, depois de 20 dias no nosso primeiro documentário. E deitar ali, vivendo aquela experiência num local que a só estava tendo oportunidade porque a gente tem o nosso trabalho, porque a gente faz as paradas do jeito que gente sensação muito, muito massa, Aquelas coisas que você não consegue explicar palavras.
João Agapito (42:10)
Porra,
véi, que
Bruno Rist- Rolê Família (42:12)
que terceiro momento eu posso falar que eu fiquei emocionado
bastante emocionado. O ano passado a gente também recebeu convite para ir para o Salto Anjo, que é a maior cachoeira do na América da Venezuela. E daí, cara, é uma expedição de sete dias, o terceiro dia é o que a gente vai para o Salto, que é rolê longo. tem que pegar avião para pico, daí pega barco, cara, é rolê exato para chegar.
João Agapito (42:22)
que também fica na Venezuela.
Bruno Rist- Rolê Família (42:36)
E nos dois primeiros dias, eu e minha irmã, pegou alguma intoxicação, a gente ficou muito mal, velho. Fui 16 vezes no banheiro no dia.
passando mal, tinha vomitado também, estava mal preocupadíssimo, que era uma produção muito importante pra gente, pico que também era daí no terceiro melhorei. E quando eu cheguei na beira do Salto Anjo, o rolê do Salto Anjo si não é só a cachoeira que é muito bonita, o Parque Canaima, que é o parque que está inserido,
a cachoeira é absurdo, é parada muito absurda. Quando eu cheguei na frente do salto, deu uma parada e eu falei, cara, não acredito que eu estou aqui, ainda me sentindo bem. E a gente no Salto Ângel, foi conhecer e no outro dia de manhã a gente
João Agapito (43:21)
velho, que irado.
Bruno Rist- Rolê Família (43:28)
acordar antes do nacer do sol e vamos ver o nacer do sol na frente da gente foi, fez o rolê, foi ver o nacer do sol na frente da daí tem take que pra mim marcou muito, que eu fiz, subi o drone, pegar a cachoeira mais de cima assim, e tava a lua bem atrás da cachoeira, tipo
eu fiz take que tá tipo a queda d'água ali, maior queda d'água do mundo e a lua cheia no fundo assim contemplando a paisagem e eu falei cara velho, pô, não acredito que tá acontecendo isso assim,
João Agapito (43:57)
sensação do tipo, cara, como é bom estar vivo, né?
Bruno Rist- Rolê Família (44:00)
Foi
muito foda. Também foi momento que eu me amanecionei bastante porque era sonho de vida de estar
João Agapito (44:07)
cara, que E aí, estão falando esse aspecto emocional aqui, eu queria que essas viagens, como que esse projeto do rolê família transformou ou mudou a relação.
Bruno Rist- Rolê Família (44:07)
E certo.
João Agapito (44:21)
de vocês.
Bruno Rist- Rolê Família (44:22)
sempre foi uma família que viajava até o rolê família nasceu muito disso, porque o pai e a mãe quando a gente, todo mundo era mais e a mãe pegava o carro ali Bituba e até Fortaleza de a gente não ficava com...
o padrinho e padrinha, a gente ia junto. Então a gente sempre teve esse costume de viajar junto com os nossos pais. Então foi uma coisa foi muito natural pra gente. E eu acho que agora nessa nova fase, que gente já todo mundo é adulto, cada já tem sua personalidade bem forte, grande desafio de paciência e de aceitar as diferenças do outro.
Não vou falar que a gente nunca briga, a gente briga bastante igual qualquer família normal, eu acho que é grande teste para a a partir do momento que gente está conhecendo os picos, está conhecendo pessoas, está conhecendo a gente cada vez mais se entender família e como indivíduo dentro da família. Então entender as características de cada e tentar respeitar a característica de cada mesmo que às vezes seja
Por exemplo, meu pai é muito sempre rolam umas briguinhas, mas a gente tenta entender e tenta melhorar, Cada dia mais. eu acho para mim, para minha irmã, para o meu pai, para a minha mãe, pelo Brasil, esse projeto, foi muito bom no sentido mudar também a nossa visão que a gente tinha do nosso país.
entender que a gente é tão rico tantas coisas, tá ligado? E a gente não dá ouço muita gente falando, cara, é mais barato viajar para fora, mas lá fora às vezes não vai ter coisas que tem aqui no nosso Brasil, né? E a gente começou a dar tanto valor para as coisas que a gente tem aqui De qualquer bioma, seja da caatinga, do cerrado, de tudo, da começou a mudar muito a nossa visão do que a gente acreditava.
é de turismo hoje a gente gosta muito, igual eu falei, de conversar com as pessoas, ter essas trocas não só ficar indo para os picos e, vou bater uma foto aqui, muito a nossa visão, isso não só minha, falando geral, tá da família, muito essa nossa visão do que que é o turismo pra gente. E foi legal que mudou todo mundo isso junto, né?
foi uma coisa de minha só, da minha irmã. Todo mundo começou a se apaixonar por isso que a gente faz. E é interessante também rolê família, são pessoas muito diferentes, né? Eu sou muito diferente da minha irmã, do meu pai, da minha mãe. Mas todos nós quatro a gente gosta muito do que a tá Sabe? Eu acho que isso é muito pô, às vezes é muito difícil pro pai e pra mãe, 60 anos, sei lá.
30 anos morando na mesma cidade, com amigo já estabelecido, sair, morar na estrada e começar uma profissão nova, digamos E eles gostam muito,
João Agapito (46:56)
Que irado, E aí, Bruno, para finalizar então a conversa, qual que é o seu maior sonho, então tanto o pessoal quanto para o rolê família, você falando como procurador do rolê família.
Bruno Rist- Rolê Família (47:09)
acho que a gente, o nosso maior sonho do rolê família é as pessoas a viajarem mais, a gente tem uma crença muito grande que viajar te torna uma pessoa mais empática, consequentemente uma pessoa melhor, e transformando as realidades dos locais que a gente vai. Então, uma coisa que a gente tem, igual ele falou, mudou muito a nossa percepção do que é...
porque é nosso trabalho ao longo dos anos. E a gente quer continuar trazendo isso para os locais. A gente sabe que, às vezes, vídeo nosso da BOA muda a realidade de uma empresa. A empresa tem funcionários, muda a realidade dos funcionários, traz novas oportunidades, às vezes, para uma região. a gente quer continuar fazendo isso aqui no Brasil e depois para o resto do mundo.
Isso é uma coisa que... Acho que é continuar fazendo o que a está fazendo e cada vez melhorar mais. Acho que esse é nosso grande fico muito vez mais impactar mais pessoas. acho que esse é o grande propósito do rolê família. E daí, outro sonho que a gente acho tentar, de certa forma...
futuro, algum jeito, não sei como a gente poderia fazer isso, mas de ajudar mais pessoas a verem o Brasil e o mundo da forma que gente vê. é uma parada que a gente tem muito sonho de fazer as pessoas valorizarem mais o nosso país. te falando antes. Então, a gente tem alguns projetos de...
100 destinos para conhecer o Alguma coisa nesse as pessoas valorizarem o que a gente tem aqui dentro. E é isso. A gente não tem grande sonho, lá, quero ver a aurora acho que isso aí é muito legal para a gente,
João Agapito (48:49)
Eu acho que o propósito de vocês é maior do que isso, do que simplesmente local ou uma coisa.
Bruno Rist- Rolê Família (48:56)
Isso, e uma coisa que a gente também quer quando gente sair pra uma mensagem que a gente recebe muito, assim, cara, não tenho condição financeira, eu já sou muito idoso, eu sou muito idoso, não tenho condição de fazer essas trilhas que vocês fazem, essas coisas assim, e obrigado por levar vocês junto comigo, sabe, da pessoa lá do outro lado, falar que gente levou ela pra aquele Então, a gente quer, cada vez mais, ir pra uns picos, tipo, que as pessoas
vezes nem sabe que a gente tem muita vontade, por exemplo, de fazer uma expedição naquela maior caverna do mundo que fica no não tem conteúdo brasileiro lá ir para Socotra ali no Iêmen, não sei se está ligado, mas...
João Agapito (49:35)
Que isso, cara? Você tá falando... Eu me considero uma pessoa relativamente viajada? Não conheço, nunca nem ouvi falar desses lugares.
Bruno Rist- Rolê Família (49:41)
É,
então, mas depois dá uma pesquisada, vale a a tem vontade de ir para uns picos assim que são meio inacessíveis e também com que as pessoas se ali no rolê junto com a gente, sabe? Isso é uma coisa... Quando a gente recebe umas mensagens assim, gente também fica muito emocionado gente sabe que gente está tendo oportunidades que muitas pessoas no Brasil não Tipo, diria, o menos de 1%.
Então, fazer a pessoa se sentir pouco, conhecendo aquele é muito legal, muito mágico.
João Agapito (50:12)
Cara, é no mínimo inspirador você contar todo o propósito da empresa, enfim, como vocês estão transformando diretamente, impactando diretamente a vida das pessoas. E cara, parabéns, vocês já têm sucesso, mas eu não tenho dúvida de que a tendência do canal é cada vez crescer mais e impactar mais pessoas.
Bruno Rist- Rolê Família (50:30)
Obrigado, velho. A gente fica muito feliz. Até eu queria falar outra parada, que a gente acabou nem comentando Instagram, umas Tem uma coisa bem marcante a gente fez, acho que a gente decidiu há ano meio atrás, mais ou a gente estava fazendo muita trendezinha, muita coisa igual a todo mundo, botando uma musiquinha que estava alta, e é isso aí.
E daí chegou uma hora que eu olhei pra minha irmã, ela olhou pra mim e a gente falou, aí não é a gente, Às vezes vinha pessoa no seguir ali que sei lá, viralizavam o rio, pessoa vinha no seguir e não sabia nem minha voz. Tipo, nunca tinha ouvido a minha voz, daí a também mudou isso tentar trazer conteúdo pouco mais humanizado, acho que depois...
dessa mudança de chave de cara, foda esse número, viralizar rio ou alguma coisa assim, vamos fazer coisa que a pessoa conheça mais da gente, pelo menos saiba qual que é a nossa voz acho que depois digamos assim, cagou para essas paradas assim de marketing digital e coisa, depois disso acho que a gente começou de fato evoluir como projeto.
Começou a achar nossa cara mesmo de fazer o que a gente queria fazer, do jeito que gente queria E esse é talvez o principal conselho que eu dou para quem quer também criar conteúdo. Foda-se trend, foda-se essas coisinhas. Tenta fazer o que realmente queira fazer com a sua voz.
E depois disso eu acho que a começou a crescer. Depois que gente começou a... Vamos fazer o que a gente quer. Não o que os outros querem que a gente faça.
João Agapito outro (52:02)
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